REGIÃO NORTE CONVERGIU COM A MÉDIA NACIONAL E COMUNITÁRIA ENTRE 2007 E 2009 E CONTEVE RECESSÃO NACIONAL

A CCDR-N publicou hoje um comentário aos resultados preliminares das Contas Regionais referentes a 2009, divulgados ontem pelo INE, que publicou simultaneamente uma segunda versão dos resultados preliminares de 2008.

Nessa análise – disponibilizada integralmente aqui – conclui-se que, entre 2007 e 2009, a Região Norte acumula três anos consecutivos nos quais registou um desempenho, em termos de crescimento económico, mais favorável do que a média nacional. Em 2007, o Norte foi a região (NUTS II) portuguesa com maior crescimento económico, tendo o respectivo PIB crescido 3,4% em volume (valor que compara com um crescimento de 2,4% a nível nacional), e em 2008 foi a única região do Continente com uma variação positiva do PIB, tendo crescido 0,5%. Já em 2009, o PIB caiu, em termos reais, em todas as regiões portuguesas, mas no Norte ocorreu uma queda menos acentuada.

Considerando estes dados, a CCDR-N conclui que “o Norte foi, em termos regionais, a principal força motriz da economia nacional, quer impulsionando o crescimento económico (em 2007), quer atrasando a ocorrência da recessão e atenuando a sua intensidade (em 2008 e 2009).” Avança ainda que “a evolução recente da economia da Região Norte caracteriza-se por uma dupla trajectória de convergência”, quer face à média comunitária (em 2009, o PIB per capita da Região Norte, expresso em paridades de poder de compra, correspondia a cerca de 65% da média comunitária, tendo portanto convergido três pontos percentuais face ao resultado repetidamente observado nos quatro anos anteriores), quer face à média nacional (entre 2006 e 2009, o nível de PIB per capita da Região Norte cresceu progressivamente de 78% para 81% da média nacional).

Apesar destes resultados positivos, a CCDR-N comenta que “o desempenho relativamente mais favorável do Norte face à média nacional, em termos de PIB, não tem tido tradução no que se refere ao emprego e à taxa de desemprego”, facto explicado em boa medida pela sua forte dependência da conjuntura económica externa e pela libertação de mão-de-obra em alguns sectores de actividade.


CCDR-N e Porto, 2011-01-13



voltarvoltar

Última actualização: 2016-02-25