PRESIDENTE DA CCDR-N DESTACA O PAPEL DO NORTE NO PAÍS E LANÇA DESAFIOS AO GOVERNO

No ato de posse das funções como Presidente da CCDR-N, na passada sexta-feira, 9 de agosto, Emídio Gomes destacou a importância da Região Norte na recuperação da economia e do emprego nacionais. O texto integral da intervenção pode ser lido aqui.

«As respostas aos grandes desafios nacionais passam pela Região Norte e pela sua força humana e produtiva» afirmou, lembrando que «o Norte é a região-motora das exportações nacionais e o pulmão industrial do país». Por isso, «reptos como o aumento das nossas exportações, a inovação e internacionalização das PME, a qualificação das pessoas ou a valorização sustentável dos recursos do território, falharão no país senão tiverem uma resposta suficiente no Norte.»

Na presença dos Ministros Adjunto e Desenvolvimento Regional e do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, o Presidente da CCDR-N lembrou que «o Norte persiste como a região mais pobre de Portugal» e que «a recuperação e a qualificação do emprego são o maior dos desafios que temos que superar».

Por esse motivo, o Presidente da CCDR-N assumiu que «é fundamental uma organização territorial dos instrumentos de política e uma descentralização da sua gestão». «Decisões longínquas são, frequentemente, decisões cegas», disse. Referindo-se ao próximo ciclo de financiamento comunitário a Portugal, para 2014/2020, Emídio Gomes declarou que «não é razoável que se anunciem sempre as macropolíticas de forma correta, sem que à posteriori haja a correspondente aplicação nos diferentes territórios e a sua dotação nos programas operacionais regionais.»

A esse propósito, lançou ao Governo o desafio de fixar no Norte a estrutura de gestão do futuro programa operacional dedicado ao apoio à competitividade. «A Região aspira a ter um papel no desenho destes instrumentos e na sua gestão». «A ser tomada, esta será uma decisão lógica, consequente e de inteira justiça para com a região. Se houver a coragem de tomar esta opção, como sinceramente acalento, o Governo dará um dos maiores sinais de mudança das últimas décadas em Portugal.»

O novo Presidente da CCDR-N assumiu ainda que «o futuro Programa Operacional Regional deve dispor de um volante económico forte e não ser reduzido a funções clássicas de apoio a equipamentos ou infra-estruturas, nomeadamente das que dependem de políticas nacionais. A escala regional deve estar munida de instrumentos para as PME, para uma ‘estratégia de especialização inteligente’, para a Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, e para a valorização dos recursos territoriais.»


CCDR-N e Porto, 2013-08-10



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Última actualização: 2016-02-25