GESTORES DO PATRIMÓNIO MUNDIAL PORTUGUÊS REÚNEM-SE PARA ARTICULAR ESTRATÉGIAS COMUNSPela primeira vez, os 15 gestores de sítios e monumentos portugueses inscritos na lista de Património Mundial da UNESCO reuniram-se, por iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), para preparar a fundamentação de um sistema de majorações no âmbito do Portugal 2020 e estudar um conjunto de benefícios fiscais que compensem o acréscimo de restrições a que a sua condição naturalmente obriga. No atual contexto económico e financeiro da Europa, onde a necessidade de impulsionar o relançamento da economia justificou a simplificação dos mecanismos de apoio financeiro, as áreas que foram inscritas como Património Mundial são duplamente afetadas. Por um lado, situam-se, na maior parte dos casos, em zonas empobrecidas do interior que têm perdido população ao longo dos últimos anos; por outro, ao serem classificadas, passaram a enfrentar um acréscimo de dificuldades nos processos de licenciamento que, sendo mais exigentes, podem ser dissuasores da economia e da qualidade social. Pelo facto de partilharem preocupações comuns em muitas áreas, os 15 gestores do Património Mundial situado em Portugal (12 no Continente, dois nos Açores e um na Madeira) criaram, neste primeiro encontro, dois grupos de trabalho encarregues de tratar temáticas no âmbito da discriminação positiva dos Bens Património Mundial: um dedicado ao estudo da política fiscal, no qual se contam os centros históricos e monumentos com as suas áreas envolventes; e outro dedicado ao Portugal 2020, integrando as paisagens e sítios. No âmbito da criação de uma política fiscal própria, os gestores pretendem a introdução, de forma justa, do verdadeiro valor do património cultural, como é o caso do Douro, onde a preservação de socalcos, muros e vinhas velhas está a ser suportado pelos privados. No que diz respeito ao Portugal 2020, os gestores visam beneficiar de programas específicos, que permitam manter e potenciar os valores do Bem, e beneficiar, também, de majoração das taxas de financiamento dos projetos, que compensem as maiores restrições que advêm da classificação como Património Mundial. O final de Janeiro do próximo ano foi a data definida para a entrega de contributos destes dois grupos de trabalho. Património Mundial em Portugal Centro Histórico de Angra do Heroísmo (Açores) CCDR-N e Porto, 2013-12-05 voltar |
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Última actualização: 2016-02-25
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